Conheça Bom Jesus dos Perdoes
História da Cidade
Os forasteiros e seus Caminhos ao Descobrimento de Bom Jesus dos Perdões
Os forasteiros e seus Caminhos ao Descobrimento de Bom Jesus dos Perdões
A localidade servia nos primórdios de passagem para
tropeiros “Rota das Bandeiras” rumo as Minas Gerais, o local era conhecido
pelos nativos como AJURITIBA que em Tupi-Guarani
significa: Ajuri = refúgio das aves e Tiba=
colina. No final do século XVII, os colonizadores, aqui desembarcaram com suas
famílias e comitivas e administraram um quinhão de terra, fazendo parte das
capitanias hereditárias.
A família do Sr.Matias Lopes de Lima, natural da
Ilha Terceira, Açores-Portugal, tornando-se donatário das terras, repassado
posteriormente para sua filha a Dna. Bárbara Cardoso, viúva de
Domingos Lopez de Lima, sendo ela uma grande devota do Senhor Bom Jesus, decide
construir uma Capela em homenagem a sua devoção. Posteriormente, a Capela foi
denominada de Bom Jesus do Perdão e atualmente é Santuário do Senhor Bom Jesus
dos Perdões.
A Capela foi construída de taipa, por escravos e
demais pessoas, que trabalharam com abnegação e persistência para sua
construção, por cerca de 170 anos. Ao longo dos anos foi sofrendo
modificações/ampliações, foi totalmente revestida de tijolos, ganhou às torres,
sinos e relógio, tornando-se o belo Santuário de hoje.
Bárbara Cardoso é reconhecida como fundadora do
atual município de Bom Jesus dos Perdões, na época à Diocese do Rio de Janeiro,
cujo Bispo Dom Francisco de São Jerônimo de Andrade (06/08/1701 a
07/07/1721), deu a necessária autorização para realização dessa obra.
A capela foi construída no outeiro da vasta fazenda
de 396 alqueires de propriedade de Dona Bárbara, na rota dos Bandeirantes que
se dirigiam às minas dos Cataguases, nos sertões de Minas Gerais, ao lado
esquerdo do rio Atibainha, ao lado das várzeas do Guaxinduva, que em Tupi-Guarani
significa: Berço das águas, sendo ela um destaque em uma suave colina, entre as
freguesias de Nossa Senhora de Nazaré e São João de Atibaia, à distância de
légua e meia.
Em 22 de maio de 1705(Vigília do
dia de pentecostes) o abade do Mosteiro de São Bento da província de São Paulo
do Piratininga, frei Francisco da Conceição, com a assistência do Frei Mathias
do Espírito Santo, filho da fundadora, inauguraram e abençoaram a capela que
logo se tornou uma referência local e muito visitada pelos fiéis devotos até os
dias de hoje.
Após cerca de 150 anos de administração da geração
dos familiares da fundadora, foi instituída em ata no dia 06/08/1869 a Irmandade
do Senhor Bom Jesus dos Perdões, que passou a administrar o patrimônio
deixado para o “Bom Jesus dos Perdões”. Tendo continuado o legado a localidade
foi elevada à categoria de freguesia, pelo decreto-85 em 23 de abril de 1873,
tornando-se paróquia/freguesia.
No interior da capela as ricas obras de entalhe, a
pintura e a ornamentação dos altares começaram em 1869, terminando em 1904,
comemorada com uma grande festa junto com o bicentenário de fundação da cidade
em 22 de maio de 1905. Foi elevada à categoria de Santuário Arquiepiscopal
do Senhor Bom Jesus dos Perdões em 11 de janeiro de 1913, título esse
dado pelo arcebispo de São Paulo o Exmo.revmº. Dom Duarte Leopoldo e Silva, o
qual convidou a Congregação Redentoristas (Alemanha) e o local passou a ser
administrado pelos padres Redentoristas.
Os padres Redentoristas, como também o
“Bem-aventurado Pe Vitor Coelho”, fez o noviciado nesse Santuário e após, foram
transferidos para Aparecida do Norte (SP), repassando a administração aos freis
capuchinhos OFM (Ordem dos Frades Menores), em meados da década 1920. Em 25 de
Julho de 1925, sua Santidade o Papa Pio XI institui a Diocese de Bragança
Paulista, pertencente à arquidiocese Metropolitana de Campinas-SP, e o nosso
Santuário passa a ser administrado pela Diocese de Bragança Paulista e a
denominar-se “Santuário Diocesano”.
No início de agosto de 1930, chegam de Castela –
Espanha a Ordem Santo Agostinho-Padres Agostinianos, que administram a
localidade até o final da década de 1950.
Daí em 18/02/1959, com sua emancipação
política administrativa, tornou-se oficialmente um novo município do Estado do
São Paulo, através da lei 5.285, com uma área de aproximadamente 120 km², tendo
como limítrofes as cidades de: Piracaia (N), Mairiporã (S), Atibaia (W) e
Nazaré Paulista (L).
“Atualmente a localidade é reconhecida como: Circuito
Turístico e Religioso do Entre Serras e Águas”
Cognominada de: “Cidade Santuário
Ecológico e Religioso”
Fonte: Dados e relatos históricos adaptados por: Paulo A. Ramos/2011.
Fonte: Dados e relatos históricos adaptados por: Paulo A. Ramos/2011.
A cidade faz parte do ciclo das bandeiras que
partiam de São Paulo com destino aos sertões brasileiros a procura de
esmeraldas e pedras preciosas. Fernão Dias Paes, em sua última “bandeira”,
deixou por ali sua prima, Barbara Cardoso, que se estabeleceu no local dando
início ao povoado do qual se originaram as cidades de Bom Jesus dos Perdões e
Nazaré Paulista (cidades irmãs).
A fundadora é responsável pela construção da capela
que deu origem ao atual templo religioso, em estilo barroco mineiro, que no
início do século XIX foi reformado pelos discípulos do grande mestre
Aleijadinho. em 1913 a capela do Senhor Bom Jesus dos Perdões foi elevada a
Santuário Arquiepiscopal, hoje um centro religioso que recebe anualmente a
visita de milhares de turistas e devotos vindos de todas as partes do país.
Entre nuvens, sol, serras e águas, a beleza que Bom
Jesus dos Perdões oferece contribui com o panorama regional. Além desses
benefícios, ela possui um desenvolvimento sustentável.
Suas portas abrem-se para o ecoturismo, pois
apresenta um meio ambiente rico em águas e montanhas rochosas, esculpidas pelos
ventos e pelas chuvas. Há também um marco ecológico para o nosso município,
denominado Pedra do Coração. Localizada em uma região de aproximadamente 1000
metros de altitude, defronte uma cachoeira. Rica em fauna, flora, e nascente,
compondo assim um belo visual.
Bom Jesus dos Perdões, um lugar onde o poeta com
certeza escolheria para ter ali sua morada, um lugar onde o céu nos cobre com
seu manto estrelado em quase todas as noites, um lugar onde se pode sonhar,
ouvir pássaros, os pequenos animais e o farfalhar tranquilo das árvores, onde
se pode adormecer e descansar como nunca, tudo isso numa região
privilegiadíssima, aos pés da Serra da Mantiqueira, num clima considerado como
o segundo melhor clima do mundo.
A cidade sustenta ainda a excelência em qualidade
de vida, que oferece aos seus habitantes, qualidade esta já reconhecida pela
ONU em pesquisa realizada ainda este ano entre as cidades do interior paulista.
Seja como for, Perdões, esconde ainda muitas riquezas, e a principal delas é a
fé dedicada por toda a sua gente, ao Santo Padroeiro. São muitas as festas
religiosas que ocorrem durante o ano, na nossa cidade.
A cidade é um santuário ecológico, possui
cachoeiras, matas nativas ideais para caminhadas, com destaque para a “Pedra do
Coração”, e o “Mirante dos Camargos”. Possui ainda a “Pedra Grande”, que se
encontra na divisa com a cidade de Atibaia, local conhecido pelos praticantes
de vôo livre. Perdões é também conhecida por suas nascentes de água, de
excelente qualidade.
Principais Pontos Turísticos:
• Feira de artesão local (evidencia mais nas festividades do município)
• Turismo Gastronômico: nos finais de semana, à noite, instalam-se próximo a praça de eventos: Feira de alimentação onde é possível degustar diversos petiscos e guloseimas
• Igreja Matriz: Construída no início do século XVIII – elevado a santuário em 11 janeiro de 1913
• Atrativos Naturais:
• Feira de artesão local (evidencia mais nas festividades do município)
• Turismo Gastronômico: nos finais de semana, à noite, instalam-se próximo a praça de eventos: Feira de alimentação onde é possível degustar diversos petiscos e guloseimas
• Igreja Matriz: Construída no início do século XVIII – elevado a santuário em 11 janeiro de 1913
• Atrativos Naturais:
Existem em Bom Jesus dos Perdões, diversas
cachoeiras, e locais tranquilos para caminhadas, com pássaros cantando, e um contato
muito íntimo com a natureza. Para aqueles que gostam de esportes radicais,
temos ao lado a Pedra Grande, um local nacionalmente conhecido pelos amantes do
vôo Livre.
* Pedra do coração e Cachoeira do barrocão ( a 7 km
do centro da cidade)
Fonte: texto copilados que foi solicitado a
Secretaria de Cultura pela agência da UNICIDADES / Entre Serras e Aguas

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